Aulas remotas via TV

Entre as estratégias de ensino remoto emergencial está o uso da TV para disseminação das aulas. A televisão é o meio de comunicação com maior alcance no país, chegando em cerca de 97% das casas brasileiras. 

Porém não é toda secretaria que possui estrutura tecnológica para tal feito e esse é um dos itens que será destacado neste passo a passo sobre a estratégia de TV. 

Antes de qualquer coisa é necessário já ter feito o diagnóstico da sua rede, assim as possibilidades estarão mais nítidas e palpáveis. Para entender melhor como funciona o diagnóstico da rede clique aqui

Após ter concluído o diagnóstico para realizar a transmissão de aulas remotas via TV, é necessário uma parceria com uma emissora de televisão, professores com interesse em audiovisual, se tiveram experiência é ainda melhor. E o principal de tudo, estudantes engajados em assistir aulas pela televisão e com acesso/disponibilidade para isso.

Com um alcance sem igual, a televisão detém o poder de uma maior abrangências no número de alunos ao mesmo tempo. Outro benefício é que o educando não precisa, obrigatoriamente, estar conectado à internet para assistir às aulas.

Entretanto alguns desafios requerem atenção como o tempo em que se firma a parceria com uma emissora de televisão, o preparo para uma formação qualificada ou encontrar professores com habilidades, afinidade e disponibilidade para produzir vídeos com conteúdos educacionais. Além disso, as aulas remotas pela TV não há nenhuma interatividade entre estudante e professor, é uma comunicação de mão única. 

Mas como fazer?

Aqui temos um caminho com ações para equipe administradora e pedagógica da rede, começando pela construção da equipe de governança da secretaria para gerir e acompanhar as ações implantadas.

Nesta etapa é preciso identificar professores que, além de habilidades, afinidade e disponibilidade, tenham interesse com audiovisual e tenha o conhecimento curricular. Mesmo que o educador tenha as competências necessárias preciso oferecer formação de qualidade com material de apoio, explicando como realizar uma transmissão de aula na TV e, se possível, realizar oficina com um tutorial.   

Depois de localizar esses professores, é preciso estruturar como será a comunicação com os professores via WhatsApp, Google Drive, etc. 

Refletir sobre os conteúdos pedagógicos que serão adaptados, pensando em quais deles têm potencial para TV, e sugerir à coordenação pedagógica e professores que façam uma seleção/curadoria dos conteúdos a partir do tempo de veiculação de TV disponível. 

Os conteúdos pedagógicos precisam ser selecionados de acordo com o potencial do assunto e o tempo disponível para aula na televisão. Uma dica é sugerir que essa curadoria seja feita pela coordenação pedagógica e pelos professores. 

O site Vamos Aprender possui vários conteúdos de aprendizagem remota e disponibilizam de forma  gratuita, para estados e municípios, conteúdo de qualidade, prontos para serem veiculados em TV. Toda a elaboração de roteiros de aprendizagem e materiais são selecionados por especialistas, que estão segmentados por etapa de ensino, contemplando habilidades da BNCC. 

Depois de selecionar os conteúdos pedagógicos, é necessário orientar o grupo de professores a elaborar planos com o tema da aula, qual objetivo, conteúdo e o que se espera que os estudantes tenham aprendido. A partir dos planos, criar roteiros para as gravações, considerando as características do audiovisual. Esse ponto precisa estar alinhado com a emissora de TV.

No acordo de cooperação com a emissora pública ou privada precisa estar especificado a carga horária e tempo da vídeoaulas, em conformidade ao formato a ser seguido na produção. Além de elaborar uma grade de horários, de forma que os vídeos sigam uma sequência pedagógica.

Tendo esse grade de horários, a rede faz a divulgação da agenda para os estudantes e promove o engajamento das famílias. Pode-se usar ferramentas como outros canais de TV, rádio, jornais impressos, postagens nas redes sociais e outros meios que a rede achar interessante para alcançar os alunos. 

Sempre que possível, solicitar ao educandos que façam atividades para confirmar que as aulas estão gerando aprendizagem e que estão compreendendo os conteúdos transmitidos pela TV. 

Vale ressaltar que ao optar por essa estratégia de ensino remoto, a secretaria deve atentar em alguns pontos importantes:

  1. Se a estratégia de educação a distância for adotada como dias letivos, é necessária a apresentação da proposta para decisão e aprovação, ou não, do Conselho de Educação local, conforme está previsto na lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional.

  2. Elaboração e publicação de portaria ou resolução da Secretaria de Educação, a ser divulgada por todos os meios oficiais e de comunicação institucional possíveis, que contemple todas as informações sobre a estratégia com o objetivo de garantir maior transparência e engajamento da sociedade e da comunidade escolar. 

  3. Verificar a possibilidade de parcerias com universidades, organizações da sociedade civil ou contratação de serviços especializados para produção audiovisual. Em todas as relações de parceria e contratação de serviços para oferta de aprendizagem via TV, verificar a necessidade de cadastro e armazenamento dos dados pessoais de professores, estudantes e pais ou responsáveis que possam violar a privacidade deles, exigindo que esses dados sejam mantidos em sigilo e seu uso esteja limitado à finalidade educacional.

  4. Elaborar um plano de adequação e adaptação para o período de volta às aulas a fim de  garantir maior equidade de aprendizagem, além de evitar defasagem e desigualdade educacional.

  5. Gestor de rede, consulte outros modelos, como o “Envio de conteúdos digitais em ferramentas on-line” para complementar sua estratégia de ensino remoto, você pode ser outras estratégias aqui. – colocar link de estratégias.