Plataforma de Ensino On-line

As plataformas de ensino on-line são um meio de estudo que se tornou ainda mais relevante neste momento de distanciamento social. Para entender a necessidade da rede, é preciso realizar o diagnóstico da estrutura de tecnologia da Secretaria de Educação e do contexto das escolas e dos alunos. 

Essa solução se torna viável quando a rede tem conectividade e estrutura para criar ou adotar um ambiente que comporte os conteúdos pedagógicos. Ao mesmo tempo, os estudantes precisam fazer uso de um dispositivo eletrônico (computador, smartphone ou tablet) e ter acesso à internet. Garantido que a maioria dos alunos tem pelo menos um dispositivo eletrônico e acesso à rede, a Secretaria de Educação pode incluir essa estratégia no desenho do plano de ação e, depois, partir para a implementação de todos os passos planejados.

Selecionados os ambientes a ser utilizados (Google Sala de Aula, Moodle, blog, site etc.), cabe à equipe realizar a gestão e a operação dessas ferramentas. A área pedagógica cuida da curadoria dos conteúdos – de acordo com o currículo da rede -, organiza as atividades e define como elas serão disponibilizadas. Podem-se encontrar diversas ferramentas digitais e materiais alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no site Aprendendo Sempre!

É necessário formar os professores no uso de ferramentas on-line e na curadoria e criação de conteúdos digitais, além de garantir a eles acesso à internet e apoio de profissionais para suporte técnico na utilização dessas ferramentas. Independentemente das ferramentas usadas, os estudantes podem avançar nos conteúdos disponibilizados de acordo com seu ritmo de aprendizagem. 

Para que estudantes interajam, podem-se buscar alternativas de agrupamentos de atividades por nível de conhecimento, o que favorece a personalização por grupos, ou propor conteúdos e trabalhos coletivos. Dessa forma, o distanciamento entre os alunos pode ser diminuído, mesmo que virtualmente. Essa interação entre professores e estudantes, e deles entre si, pode acontecer via chat, e-mail e grupos em redes sociais, como o WhatsApp e o Facebook, que normalmente não consomem dados. 

Como fazer? 

A seguir apresentamos algumas ações a ser realizadas pelas equipes administrativa e pedagógica da Secretaria de Educação:

  • Montar uma equipe para gerir e acompanhar as ações junto às escolas e às famílias.
  • Definir a equipe multidisciplinar de profissionais técnicos e pedagógicos com conhecimento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para gestão, operação e criação de conteúdos para o ambiente virtual de ensino.
  • Pesquisar, selecionar ou criar plataformas e ferramentas de ensino on-line adequadas às necessidades da rede. Isso depende da disponibilidade de tempo, verba e corpo técnico.
  • Promover a formação dos educadores quanto à utilização das plataformas de ensino on-line, com tutoriais, lives e oficinas on-line.
  • Realizar a curadoria ou a produção de conteúdos por área de conhecimento e etapas de ensino, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA), e contemplar alunos com deficiência. Os temas, objetivos e expectativas de aprendizagem devem estar de acordo com o currículo da rede.
  • Criar estratégias pedagógicas com base nesses materiais e organizar toda a produção na plataforma. 
  • Disponibilizar antecipadamente os conteúdos aos professores para que eles possam acompanhar os estudantes no desenvolvimento da aprendizagem.
  • Monitorar o uso da plataforma a fim de garantir que os conteúdos cheguem aos estudantes e as atividades sejam realizadas. É importante, portanto, responder às dúvidas deles e orientá-los no trabalho. 
  • Criar um canal de comunicação entre a equipe de apoio técnico e os alunos e famílias para a solução de dúvidas e problemas apresentados no uso da plataforma.

Normativas e recomendações

Ao optar pela estratégia de ensino remoto, a secretaria deve tomar as seguintes providências:

  1. Se o período de educação remota for computado como dias letivos, apresentar proposta nesse sentido ao Conselho de Educação pertinente, de acordo com o previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
  2. Elaborar e publicar portaria ou resolução da Secretaria de Educação, a ser divulgada por todos os meios oficiais e de comunicação institucional possíveis, que contemple todas as informações sobre a estratégia, com o objetivo de garantir maior transparência e engajamento da sociedade e da comunidade escolar.
  3. Verificar a possibilidade de parcerias com universidades e organizações da sociedade civil ou a contratação de serviços especializados para a produção audiovisual. 
  1. Em todas as relações de parceria e contratação de serviços para oferta de aprendizagem, verificar a necessidade de cadastro e armazenamento dos dados pessoais de professores, estudantes e pais ou responsáveis, e exigir que esses dados sejam mantidos em sigilo e que seu uso esteja limitado à finalidade educacional, a fim de evitar a violação da privacidade deles.
  1. Garantir que a conectividade e a transmissão de conteúdo exigidas pela plataforma sejam compatíveis com a estrutura da região de moradia dos estudantes. Se for necessário, verificar acordos de cooperação com empresas de tecnologia locais para a cessão gratuita ou a doação de internet em caráter excepcional. Vale conferir a estratégia de dados patrocinados.
  2. Caso os estudantes tenham idade inferior à exigida para fazer uso da plataforma on-line de aprendizagem, orientar os pais ou responsáveis a acessar a conta e acompanhar os estudantes nas aulas remotas.
  3. Se os professores criarem conteúdos e recursos educacionais virtuais para serem disponibilizados aos estudantes, sugerir que sejam licenciados, de modo a garantir o livre compartilhamento e a adaptação.
  4. Atentar a normas de publicação de materiais de terceiros para não violar a lei de direitos autorais. Verificar o tipo de autorização demandado pela obra que o professor quer utilizar, conforme previsto no art. 48 da Lei de Direitos Autorais nº 9.610/98.
  5. Elaborar um plano de adaptação para o período de volta às aulas, a fim de mitigar ou eliminar defasagem e desigualdade educacional entre os alunos.